quinta-feira, 8 de março de 2012

Poemas godicos curtos





FERIDA ABERTA

Por toda a mágoa infligida
Sinto-me perdida
Sem motivos para viver...

Tantos sacrifícios por uma dor profunda...

O meu acordar não faz sentido
A dor está sepultada em mim...

Uma ferida aberta
Uma vida sem sentido...

Por todas as mágoas cravadas em mim
Escolhi a escuridão
Percebi que o silêncio me consola

As trevas recordam a minha felicidade
Não sinto mais sofrimento
Vivo com as minhas 
lágrimas de sangue...




Ultimas palavras

Sinto que não vale mais a pena tentar, 
parece que estou presa entre quatro paredes 
que vão me sufocando cada dia mais
 sem conseguir me libertar
A minha tristeza continua infinita, 
consumindo minha felicidade 
corroendo meu coração, 
minha alma fica em silencio,
 minha ingratidão e meu egoísmo 
são os únicos sentimentos que me restam.
Será que existe solução mesmo que distante, 
para combater essa dor que me consome 
dos pés a cabeça dor maldita,
 infinita, maligna. 
No silencio da solidão 
as minhas lagrimas caem 
queimando meu rosto 
desfigurando minha face. 
Por fora pareço viva
 mas por dentro já não existo 
não respiro.





Ultimo suspiro

Veja o nada que me tornei
Teu silêncio é sufocante
Você poderia ver se notasse 
a minha medíocre existência
Não feche os olhos agora
Logo agora que preciso de ti
Estende a tua mão e me tire desse escuro
Aqueça-me nesse frio mórbido,
nessa noite triste
Faça-me viver novamente...
se é que um dia eu estive viva
Queria sonhar novamente...
Mas tudo o que aconteçe é você vir,
invadir a minha mente confusa
e assombrá-lá,
consumindo o único resto de 
sanidade que há em mim
Enfraqueço nesse silêncio,
seus olhos tão distantes 
que prefererem fitar o nada
Não consigo dizer uma só palavra
Isso vai acumulando,
acumulando,
me envolvendo....
Me sufocando,
me possuindo,
me matando....
Despedaçada...
Vejo o que está distante de ti,
não feche os olhos
Não seja mais um a fazer isso comigo
este é o meu último suspiro 
que deixo pra ti.... 








Meus olhos me iludem

Meus olhos me iludem
Meus sentimentos me dominam
Minha mente me confunde...
Lágrimas angustiadas 
escorrem em meu rosto
Já não sinto mais nada 
a não ser uma dor inacabada
Meu corpo parece imóvel
Mexendo-se apenas para enxugar o sangue 
que transborda de minhas veias
por cortes que eu mesmo fiz 
em meu corpo
Estou num prolongado desespero
que teima em permanecer comigo
O desespero da dor que um dia
 acertou meu coração solenemente,
mas que foi me tornando 
uma condenada em sentí-la
Até mesmo meus sentidos 
eu não tenho mais
Não sinto mais nada
 que não seja essa dor 
 esse amargo sentimento 
que me consome... 






Cicatrizes

Na sombra de um passado amargurado
Cicatrizes marcam o meu caminho...

Debruçada sobre um amor traidor
Assombrada por dúvidas e incertezas
Invento a razão deste imenso sofrimento

Este deserto que nos separa
Afasta o cheiro a morte que nos embriaga
O calor dos espinhos cravados 
no meu insano desejo
Aconchega-me a alma

O brilho da escuridão que me apaga os sentidos
Arrasta-me por uma estrada sem fim

Suporto a tua ausência
Alimento o teu silêncio
Mas não entendo…





A dor de um coração negro

Procurei-te toda a eternidade
Chorei quando disseste não
A dor tomou conta de mim
E despertou o lado negro que eu desconhecia...


Ando por esta terra
Solta como um corvo na noite escura e fria
Árvores e serpentes rodeiam-me
Tento apenas pensar
Em tentar chegar a casa para repousar
no caixão que é a minha cama...


Desconhecida sou
Para muitos nunca serei ninguém
para tantos outros serei
apenas uma imagem numa recordação


A minha alma gótica quer alcançar
Um lindo homem
Que queira ver em mim
muito mais do que o meu aspecto físico







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